google-site-verification=VhY74UtEl1lD-1ctNyoFVePx6PqetJ3bzzSSqiXId1I Egressa do PPGDH é semifinalista do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026 | Direitos Humanos UFG
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#ParaTodosVerem:

Retrato em primeiro plano de uma jovem de pele clara e cabelos castanhos curtos. Ela está ligeiramente inclinada para a frente, com o queixo apoiado na mão e um semblante sereno, olhando para a câmera. Veste uma camisa de cetim verde-oliva. Ao fundo, uma parede branca iluminada e, no canto esquerdo, folhas de uma planta verde. No canto inferior direito, aparece a ponta de um livro verde-claro.

Egressa do PPGDH é semifinalista do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026

Atualizada em 16/07/26 17:32.

Livro "Gaslighting médico: entre a vida e a morte", resultado de pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos, concorre na categoria Enfermagem, Farmácia, Saúde Coletiva e Serviço Social

egressa_semifinalista#ParaTodosVerem: Fotografia de uma mulher jovem, de pele clara e cabelos castanhos curtos, sentada em uma poltrona arredondada de tecido off-white, em um ambiente interno bem iluminado. Ela está sentada de pernas cruzadas e olha para a câmera com uma expressão serena.Victória Fernandes, egressa do PPGDH/UFG, com o livro Gaslighting médico: entre a vida e a morte, obra semifinalista do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026. Fonte: Victória Fernandes

A egressa do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos (PPGDH) da Universidade Federal de Goiás (UFG), Victória Fernandes, é uma das semifinalistas da terceira edição do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026. Sua obra "Gaslighting médico: entre a vida e a morte”, resultado da pesquisa desenvolvida durante o mestrado no programa, foi selecionada na categoria Enfermagem, Farmácia, Saúde Coletiva e Serviço Social.

A pesquisa investiga o fenômeno do gaslighting médico, prática caracterizada pela deslegitimação ou minimização dos relatos e sintomas apresentados por pacientes, comprometendo diagnósticos, tratamentos e o acesso ao direito à saúde. Ao transformar a pesquisa em livro, a autora amplia o alcance do debate e contribui para a discussão de um tema ainda pouco explorado na literatura acadêmica brasileira.

A notícia da indicação foi recebida com surpresa pela pesquisadora, que destacou o significado do reconhecimento.

"A editora entrou em contato comigo me informando. Eu não tinha nenhuma expectativa, porque não achava que seria possível fazer parte de uma premiação tão prestigiada da literatura brasileira. Senti como um incentivo à pesquisa e à escrita de mulheres para mulheres, investigando problemas e buscando soluções para os problemas que nos acometem", afirma Victória.

O papel do PPGDH na construção da pesquisa

Segundo a autora, a experiência no PPGDH foi decisiva para que a pesquisa ganhasse forma e amadurecesse.

"Eu entrei no programa já querendo pesquisar a pergunta que deu origem ao livro, mas ainda não sabia exatamente como desenhar o meu incômodo. Meu orientador, professor Dr. Cristiano Novaes de Rezende, me ajudou muito nesse processo, apresentou um referencial teórico filosófico e, sobretudo, me deu confiança e liberdade para pesquisar aquilo que realmente me inquietava, mesmo que não se adequasse completamente às suas linhas de pesquisa."

Victória também destaca a contribuição da professora Paula Gabriela e o ambiente colaborativo encontrado no programa.

"A Professora Dra. Paula Gabriela me ensinou o referencial teórico das pesquisas de gênero e, mais do que isso, me ensinou a ouvir minha voz enquanto pesquisadora, desenvolvendo minha escrita e meu pensamento crítico com muita paciência e delicadeza. Também tive excelentes colegas, que contribuíram generosamente para a pesquisa durante as aulas, seminários e discussões. O PPGDH não apenas ensina direitos humanos: ele vive, pratica e incentiva esses princípios. É uma experiência única e até inesperada em um contexto acadêmico que costuma ser tão competitivo."

Para a pesquisadora, o reconhecimento da obra representa também uma oportunidade de ampliar o debate sobre um problema que, embora frequente, ainda é pouco nomeado e discutido.

"Espero que o livro, como o primeiro a tratar do gaslighting médico, possa trazer luz a esse problema que até então era vivido, mas não nomeado e problematizado dessa forma. Quero que as pessoas leiam para criticar, pesquisar, trazer novos pontos de vista e também para se perceberem enquanto pacientes e profissionais da saúde. Espero que o livro contribua para o debate acadêmico, mas que não se limite a ele, chegando também ao debate público e doméstico."

Sobre o Prêmio Jabuti Acadêmico

Criado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o Prêmio Jabuti Acadêmico é uma das mais importantes premiações brasileiras voltadas à produção científica, técnica e profissional. A iniciativa reconhece livros, pesquisas e autores que contribuem para o avanço do conhecimento em diferentes áreas, valorizando a excelência editorial e o impacto da produção acadêmica nacional. Em sua terceira edição, o prêmio consolida-se como um dos principais reconhecimentos à publicação acadêmica brasileira.

A conquista reafirma a qualidade da produção científica desenvolvida no PPGDH e evidencia a importância da pesquisa acadêmica na construção de conhecimentos capazes de promover transformações sociais e fortalecer os direitos humanos. 

Confira a lista oficial de semifinalistas do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026