google-site-verification=VhY74UtEl1lD-1ctNyoFVePx6PqetJ3bzzSSqiXId1I Projeto promove formação para gestão de conflitos e fortalecimento dos direitos humanos | Direitos Humanos UFG
#ParaTodosVerem:

Fotografia em plano aberto de uma palestra em um galpão com paredes pretas e teto escuro, iluminado por lâmpadas no centro. Uma mulher de cabelos volumosos e grisalhos fala em pé, ao fundo, ao lado de uma tela de projeção ligada com o título "Mediar é ancestral".

A plateia está disposta em semicírculo em primeiro plano e vista de costas, sentada em bancos de madeira e cadeiras plásticas escuras. Nas paredes pretas do espaço, há crânios decorativos de bois pendurados.

Projeto promove formação para gestão de conflitos e fortalecimento dos direitos humanos

Updated at 08/10/26 13:35 .

Lideranças de matriz africana participam de formação do PPGDH/UFG sobre cultura de paz

#ParaTodosVerem:Fotografia em plano inteiro de quatro pessoas descalças posando lado a lado em um ambiente de fundo escuro. Da esquerda para a direita: uma mulher com turbante lilás, saia vermelha e colares; uma mulher de cabelos grisalhos e blazer preto sobre roupa laranja; um homem de túnica preta; e um homem de chapéu vermelho, camisa preta e calça estampada.

O Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos da Universidade Federal de Goiás (PPGDH/UFG) deu início, no último dia 5 de agosto, às atividades do projeto de extensão Mediar é Ancestral – Formação de Lideranças para Gestão Comunitária de Conflitos, Cultura de Paz e Promoção dos Direitos Humanos nas Comunidades Tradicionais de Matriz Africana. A iniciativa reúne lideranças religiosas e comunitárias em um percurso formativo voltado ao fortalecimento da gestão comunitária de conflitos, da cultura de paz e da promoção dos direitos humanos.

O projeto é desenvolvido pelas pesquisadoras Rogéria Francisca Silva e Katariny Labore Barbosa da Luz, doutorandas do PPGDH/UFG, e por Jessica Painkow Rosa Cavalcante, pesquisadora de pós-doutorado vinculada ao Programa.

A formação é composta por cinco encontros presenciais, realizados às quartas-feiras. Com duas aulas já realizadas, o projeto segue em desenvolvimento e terá seu terceiro encontro na próxima semana, dando continuidade às atividades construídas de forma participativa com as lideranças das comunidades tradicionais de matriz africana.

A aula inaugural evidenciou a proposta metodológica que orienta o projeto. Antes do início dos conteúdos programados, os participantes acompanharam uma exposição conduzida pelo líder religioso Tata N'ganga Kalunga, que apresentou aspectos relacionados à hierarquia, à organização interna e aos fundamentos da tradição religiosa. A atividade reforçou o compromisso da iniciativa com o diálogo intercultural, o reconhecimento dos saberes ancestrais e o respeito à autonomia das comunidades tradicionais, valorizando os conhecimentos produzidos pelas próprias comunidades como parte essencial do processo formativo.

Ao longo da formação, serão abordados temas como comunicação, negociação, mediação de conflitos, cultura de paz, liderança comunitária, ética, direitos humanos, diversidade religiosa e prevenção das diversas formas de violência. A metodologia privilegia oficinas, rodas de conversa, estudos de caso e atividades práticas, promovendo a articulação entre os conhecimentos produzidos pela universidade e os saberes ancestrais das comunidades tradicionais de matriz africana.

Inspirado na experiência do projeto Mediar é Divino, o Mediar é Ancestral foi concebido para dialogar com as especificidades culturais, históricas e religiosas dessas comunidades, reconhecendo e valorizando seus saberes e fortalecendo o protagonismo de suas lideranças na prevenção e gestão de conflitos. A proposta também busca contribuir para a promoção dos direitos humanos e para o fortalecimento da convivência democrática.

A iniciativa reafirma o compromisso do PPGDH/UFG com a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, aproximando a universidade das comunidades por meio de ações pautadas no diálogo intercultural, na valorização dos saberes tradicionais, na promoção da cultura de paz e na efetivação dos direitos humanos. Ao reconhecer os saberes ancestrais como parte do processo educativo e incentivar a construção compartilhada do conhecimento, o projeto evidencia o potencial da extensão universitária como instrumento de transformação social e fortalecimento da cidadania.

Texto adaptado com informações de Rogéria Francisca Silva