google-site-verification=VhY74UtEl1lD-1ctNyoFVePx6PqetJ3bzzSSqiXId1I Festival Entre Leis e Silêncios premia produções audiovisuais sobre feminicídio e direitos humanos | Direitos Humanos UFG
#ParaTodosVerem Foto em grupo de todas as cinco vencedoras posando juntas na frente da parede vermelha com o letreiro do Salão Nobre. Elas seguram seus respectivos cheques simbólicos. As duas de vestido preto seguram o cheque do 3º lugar (esquerda); a jovem de cabelo ruivo o do 1º lugar (centro); e as duas de jaqueta e blusa marrom o do 2º lugar (direita). Todas sorriem para a câmera.

Festival Entre Leis e Silêncios premia produções audiovisuais sobre feminicídio e direitos humanos

Atualizada em 23/06/26 15:39.

A primeira edição do festival reconheceu obras que se destacaram pela qualidade narrativa e pela abordagem de temas relacionados às violências de gênero e às minorias.

#ParaTodosVerem Foto em grupo de todas as cinco vencedoras posando juntas na frente da parede vermelha com o letreiro do Salão Nobre. Elas seguram seus respectivos cheques simbólicos. As duas de vestido preto seguram o cheque do 3º lugar (esquerda); a jovem de cabelo ruivo o do 1º lugar (centro); e as duas de jaqueta e blusa marrom o do 2º lugar (direita). Todas sorriem para a câmera.Pódio das vencedoras do Festival, na foto estão as representantes dos minicurtas Lar, Arquivado e Vá pro inferno! respectivamente (Foto: Otávio)

A primeira edição do Festival de Minicurtas Entre Leis e Silêncios: Feminicídio e Minorias chegou ao fim na noite da última quarta-feira (18), com a cerimônia de premiação realizada no Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás (UFG). O evento reuniu estudantes, professores e comunidade acadêmica para celebrar produções audiovisuais que abordaram, de forma sensível e crítica, temas relacionados às violências de gênero, aos direitos humanos e às desigualdades sociais.

O grande vencedor do festival foi o minicurta "Vá pro inferno!", de Mikaela Schmidt, que conquistou o primeiro lugar pela forte narrativa e pela abordagem contundente da temática proposta. Em segundo lugar ficou "Arquivado", produzido por Álvaro Josias Franczak, Bruna Da Paixão Santana, Carla Lima de Moura, Felipe Machado e Hiago Leandro, destacando-se pela construção audiovisual e pela reflexão sobre os silenciamentos institucionais. Já a terceira colocação foi conquistada por "Lar", de Rafaela Ribon Ogera, obra que emocionou o público ao abordar questões relacionadas à violência e às crianças que são testemunhas.

#ParaTodosVerem Foto da entrega do 1º Lugar. Duas pessoas sorriem segurando um grande cheque simbólico roxo e branco no valor de "R$ 1.000,00". À esquerda, a integrante da equipe vencedora, com cabelo ruivo curto e jaqueta escura. À direita, a jurada de blusa floral colorida e cabelos grisalhos cacheados. O cheque diz: "Festival Entre Leis e Silêncios - Edição 2026", "Equipe vencedora - 1º lugar". Ao fundo, a jurada sorri.#ParaTodosVerem Foto da entrega do 2º Lugar. Três integrantes da equipe vencedora em pé, segurando o cheque simbólico de "R$ 700,00". Da esquerda para a direita: uma jovem de blusa roxa manga longa; uma jovem de blusa preta e azul com uma credencial pendurada; e uma jovem de jaqueta jeans. O cheque exibe as informações do festival e a colocação. Fundo de madeira ripada.#ParaTodosVerem Foto da entrega do 3º Lugar. Duas integrantes da equipe vencedora, em pé, sorrindo e segurando o cheque simbólico de "R$ 300,00". Ambas vestem vestidos pretos longos de alça. O fundo é o palco com a mesa de madeira e as bandeiras.

Ao todo, a primeira edição do festival recebeu 18 trabalhos inscritos, dos quais dez foram selecionados para a etapa final. As obras apresentaram diferentes perspectivas sobre o tema "Entre Leis e Silêncios: Feminicídio e Minorias", propondo reflexões sobre as múltiplas formas de violência que atingem mulheres e grupos historicamente vulnerabilizados, além dos desafios enfrentados pelo sistema de justiça e pela sociedade no combate a essas desigualdades.

#ParaTodosVerem Foto panorâmica da plateia lotada no Salão Nobre. Dezenas de pessoas estão sentadas nas poltronas vermelhas, de costas ou perfil para a câmera, olhando para o palco (fora de quadro). Ao fundo, a parede vermelha e o letreiro iluminado "Salão Nobre FD - Faculdade de Direito".

Estudantes da Faculdade de Direito e convidados a prestigiar a cerimônia de premiação (Foto: Isadora)

#ParaTodosVerem Foto do palco. Quatro juradas estão sentadas à mesa de madeira, de frente para a plateia (que aparece em primeiro plano, de costas). Atrás delas, as bandeiras do Brasil, Goiás e UFG. Da esquerda para a direita: uma jurada de preto; outra com cabelo rosa, falando ao microfone; ao seu lado outra jurada de blazer roxo; e a jurada de blusa floral colorida. Um smartphone em um tripé no canto esquerdo filma a cena.Banca de juradas dos minicurtas do Festival (Foto: Luiz Henrique)

#ParaTodosVerem Foto de João da Cruz Gonçalves Neto, Professor da FD/UFG. Ele está de perfil, em pé atrás de um púlpito de madeira com a logomarca da UFG entalhada. Veste camisa azul royal e segura um microfone. Ao fundo, uma parede de madeira ripada e três bandeiras (Brasil, Goiás e UFG) em mastros de madeira esculpida.Professor João da Cruz realiza abertura da cerimônia de premiação (Foto: Otávio)

Promovido pela disciplina Relações de Gênero e Direito, da Faculdade de Direito da UFG, com apoio do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa, Ensino e Extensão em Direitos Humanos (NDH/UFG), o festival nasceu com o objetivo de estimular a criatividade e o pensamento crítico por meio da linguagem audiovisual, incentivando a produção de narrativas capazes de sensibilizar o público e ampliar o debate sobre equidade, justiça social e direitos humanos.

A iniciativa foi idealizada e desenvolvida de forma coletiva pelo professor João da Cruz e pelas turmas da Faculdade de Direito envolvidas na disciplina. Segundo o docente, a ideia do festival surgiu a partir de experiências anteriores com o cinema e do uso constante do audiovisual em suas atividades acadêmicas. "Há muitos anos participei de um festival semelhante, um festival de cinema de um minuto. Como eu sempre trabalhei com cinema e uso isso como uma ferramenta importante e prazerosa nas minhas aulas, resolvi trazer essa experiência para dentro da disciplina", explicou.

O professor destaca que a participação dos estudantes foi decisiva para o sucesso da iniciativa. "Trabalhar com a turma foi uma experiência muito bacana, porque os alunos se envolveram e fizemos, no final, uma cerimônia de entrega bastante especial", afirmou. Para ele, um dos principais aprendizados proporcionados pelo festival foi a construção coletiva. "No fim, todo mundo participou de uma maneira ou de outra. Esse foi o primeiro aprendizado: o trabalho coletivo e uma realização que acaba sendo prazerosa para todos."

Além de estimular a produção audiovisual, o festival também buscou ampliar as discussões sobre violência de gênero e direitos humanos. João da Cruz ressalta que a temática escolhida está diretamente relacionada aos conteúdos trabalhados em sala de aula. "A disciplina que ministramos é Relações de Gênero e Direito. A ideia era promover o debate, a reflexão e a criação artística em torno desse tema. O feminicídio é um fenômeno social extremamente preocupante no Brasil e que demanda muitas intervenções para que possamos melhorá-lo", destacou.

Animado com os resultados da primeira edição, o professor já projeta a continuidade da iniciativa. "Eu espero que, se pegar essa disciplina no ano que vem, já faça a versão dois do festival. Espero que tenha mais concorrentes e um alcance ainda maior", afirmou.

Após a cerimônia de premiação, os participantes puderam compartilhar experiências e celebrar o encerramento do festival em um coffee break oferecido pela Coralí Pães, parceira do evento, que contribuiu para tornar o momento ainda mais acolhedor e especial para todos os presentes.

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