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#ParaTodosVerem:

Fotografia em grupo ao ar livre, à noite, reunindo cerca de vinte pessoas sorridentes posicionadas lado a lado em um espaço decorado com cordões de luzes amareladas no topo.

A maioria dos presentes veste trajes brancos e vestimentas religiosas tradicionais da cultura afro-brasileira, incluindo fios de contas (guias) ao pescoço e turbantes/ojás. Ao centro, destacam-se duas mulheres: uma com vestido estampado roxo e outra com vestido bege sem mangas e cabelos cacheados grisalhos. À frente, um homem está agachado vestindo camiseta e calça brancas com óculos e barba, e duas mulheres estão sentadas no chão vestindo trajes brancos tradicionais.

Ao fundo, vê-se uma pequena estrutura em formato de casinha de madeira e vegetação sob o céu noturno.

Projeto Mediar é Ancestral inicia segunda turma de formação em gestão comunitária de conflitos e direitos humanos

Atualizada em 05/11/26 15:05.

Iniciativa de extensão do PPGDH/UFG promove formação em diálogo com lideranças e integrantes de comunidade tradicional de matriz africana, em Anápolis (GO).

#ParaTodosVerem:Fotografia em grupo ao ar livre, à noite, reunindo cerca de vinte pessoas sorridentes posicionadas lado a lado em um espaço decorado com cordões de luzes amareladas no topo.A maioria dos presentes veste trajes brancos e vestimentas religiosas tradicionais da cultura afro-brasileira, incluindo fios de contas (guias) ao pescoço e turbantes/ojás. Ao centro, destacam-se duas mulheres: uma com vestido estampado roxo e outra com vestido bege sem mangas e cabelos cacheados grisalhos. À frente, um homem está agachado vestindo camiseta e calça brancas com óculos e barba, e duas mulheres estão sentadas no chão vestindo trajes brancos tradicionais.Ao fundo, vê-se uma pequena estrutura em formato de casinha de madeira e vegetação sob o céu noturno.Projeto Mediar é Ancestral - PPGDH/UFG

A segunda turma do projeto de extensão Mediar é Ancestral - Formação de Lideranças para Gestão Comunitária de Conflitos, Cultura de Paz e Promoção dos Direitos Humanos nas Comunidades Tradicionais de Matriz Africana iniciou suas atividades no dia 19 de outubro, na Casa Pai Maneco de Aruanda, em Anápolis (GO). Vinculada ao Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos da Universidade Federal de Goiás (PPGIDH/UFG), a iniciativa foi construída em diálogo com a liderança religiosa, Pai Jonathan de Logun, e com integrantes da comunidade.

A formação é composta por seis encontros presenciais, realizados às segundas-feiras, das 19h às 21h30, até 30 de novembro. O percurso formativo reúne lideranças, integrantes e colaboradores da Casa Pai Maneco de Aruanda e é coordenado pelas pesquisadoras Rogéria Francisca Silva e Katariny Labore Barbosa da Luz, com participação das professoras Thais Regina Carvalho, Jéssica Painkow Rosa Cavalcante e Maurides Macedo Kern.

A proposta articula ferramentas de comunicação e negociação aos saberes da própria comunidade. A metodologia inclui rodas de conversa, dinâmicas, estudos de casos fictícios e simulações, com atenção à confidencialidade durante as atividades.

#ParaTodosVerem:Fotografia em plano geral, tirada da parte de trás de uma sala, mostrando diversas pessoas sentadas em cadeiras de plástico brancas dispostas em duas fileiras, a assistir a uma apresentação.A maioria das pessoas está de costas, vestindo roupas brancas e ganchos/tornos ou gorros brancos tradicionais. Ao fundo, no centro da sala, um homem jovem está de pé, de frente para a plateia, vestindo uma camisa clara e contas ao pescoço, junto a um ecrã de televisão que projeta um elemento gráfico colorido. O espaço possui paredes claras e chão de piso cerâmico claro iluminado.

Turma e sacerdote do Projeto Mediar é Ancestral - PPGDH/UFG

Entre os temas abordados estão pertencimento, responsabilidades, comunicação, cuidado com a privacidade, gestão de conflitos, racismo religioso e outras formas de discriminação. A formação também contempla os limites das práticas consensuais em situações de assédio ou violência que exijam proteção e encaminhamento.
O projeto busca fortalecer os recursos coletivos de diálogo e convivência, respeitando a autonomia da Casa Pai Maneco de Aruanda, sua organização e seus saberes ancestrais. A construção participativa do percurso formativo aproxima a universidade da comunidade e integra os conhecimentos acadêmicos às experiências e práticas comunitárias.

A iniciativa reafirma o compromisso do PPGIDH/UFG com a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a promoção dos direitos humanos e da cultura de paz.

 

Beatriz Reis - estudante de jornalismo