Projeto Mediar é Ancestral inicia segunda turma de formação em gestão comunitária de conflitos e direitos humanos
Iniciativa de extensão do PPGDH/UFG promove formação em diálogo com lideranças e integrantes de comunidade tradicional de matriz africana, em Anápolis (GO).
Projeto Mediar é Ancestral - PPGDH/UFG
A segunda turma do projeto de extensão Mediar é Ancestral - Formação de Lideranças para Gestão Comunitária de Conflitos, Cultura de Paz e Promoção dos Direitos Humanos nas Comunidades Tradicionais de Matriz Africana iniciou suas atividades no dia 19 de outubro, na Casa Pai Maneco de Aruanda, em Anápolis (GO). Vinculada ao Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos da Universidade Federal de Goiás (PPGIDH/UFG), a iniciativa foi construída em diálogo com a liderança religiosa, Pai Jonathan de Logun, e com integrantes da comunidade.
A formação é composta por seis encontros presenciais, realizados às segundas-feiras, das 19h às 21h30, até 30 de novembro. O percurso formativo reúne lideranças, integrantes e colaboradores da Casa Pai Maneco de Aruanda e é coordenado pelas pesquisadoras Rogéria Francisca Silva e Katariny Labore Barbosa da Luz, com participação das professoras Thais Regina Carvalho, Jéssica Painkow Rosa Cavalcante e Maurides Macedo Kern.
A proposta articula ferramentas de comunicação e negociação aos saberes da própria comunidade. A metodologia inclui rodas de conversa, dinâmicas, estudos de casos fictícios e simulações, com atenção à confidencialidade durante as atividades.
Turma e sacerdote do Projeto Mediar é Ancestral - PPGDH/UFG
Entre os temas abordados estão pertencimento, responsabilidades, comunicação, cuidado com a privacidade, gestão de conflitos, racismo religioso e outras formas de discriminação. A formação também contempla os limites das práticas consensuais em situações de assédio ou violência que exijam proteção e encaminhamento.
O projeto busca fortalecer os recursos coletivos de diálogo e convivência, respeitando a autonomia da Casa Pai Maneco de Aruanda, sua organização e seus saberes ancestrais. A construção participativa do percurso formativo aproxima a universidade da comunidade e integra os conhecimentos acadêmicos às experiências e práticas comunitárias.
A iniciativa reafirma o compromisso do PPGIDH/UFG com a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a promoção dos direitos humanos e da cultura de paz.
Beatriz Reis - estudante de jornalismo


