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Banner horizontal com fundo majoritariamente amarelo-alaranjado, texturizado com pequenos pontos e manchas pretas que remetem à técnica de xilogravura.

No centro, há uma forma geométrica irregular em marrom-escuro, assemelhando-se a uma bandeira ou um bloco de recorte. Dentro dela, está escrito em letras brancas de fôrma estilizadas, dispostas em duas linhas: "SEI FAZER" e "SEI SER".

Projeto da UFG fortalece Educação Escolar Quilombola em comunidades de Goiás

Actualizado en 27/05/26 13:44 .

Iniciativa reúne pesquisa, extensão e formação continuada para valorizar saberes tradicionais, memória coletiva e práticas educativas quilombolas em quatro territórios goianos

banner_noticia_sei_fazer_sei_ser#ParaTodosVeremBanner horizontal com fundo majoritariamente amarelo-alaranjado, texturizado com pequenos pontos e manchas pretas que remetem à técnica de xilogravura.No centro, há uma forma geométrica irregular em marrom-escuro, assemelhando-se a uma bandeira ou um bloco de recorte. Dentro dela, está escrito em letras brancas de fôrma estilizadas, dispostas em duas linhas: "SEI FAZER" e "SEI SER".

A Universidade Federal de Goiás (UFG) desenvolve o projeto "Sei Fazer, Sei Ser", iniciativa voltada ao fortalecimento da Educação Escolar Quilombola em Goiás por meio de ações de pesquisa, extensão e formação continuada. O projeto atua junto a escolas e comunidades quilombolas, promovendo atividades baseadas na escuta, na oralidade, na memória coletiva e na valorização dos saberes produzidos nos territórios.

Estruturado no ano de 2024, o projeto está vinculado à Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ) e conta com financiamento do Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi).

Projeto atua em quatro comunidades quilombolas de Goiás

Inicialmente, o "Sei Fazer, Sei Ser" desenvolve ações em parceria com quatro comunidades quilombolas goianas, sendo elas: Jardim Cascata, Papuã, Buracão e Recantos dos Dourados. Além das comunidades, a iniciativa envolve educadores, estudantes, lideranças comunitárias, pesquisadores e profissionais interessados em educação antirracista, direitos humanos e políticas de equidade racial.

O projeto busca fortalecer o reconhecimento das comunidades quilombolas como produtoras de conhecimento, incentivando a construção de práticas pedagógicas conectadas às realidades locais e aos modos de vida presentes nos territórios.

Formação valoriza memória, oralidade e saberes tradicionais

Entre as atividades realizadas estão rodas de conversa, entrevistas com moradores mais velhos, registros audiovisuais de práticas culturais, acompanhamento de tradições locais, oficinas pedagógicas e produção de materiais educativos voltados à Educação Escolar Quilombola.

A iniciativa também promove o registro de memórias coletivas, o mapeamento colaborativo dos territórios e a construção de um arquivo digital de memória comunitária. Os conteúdos produzidos poderão ser utilizados em atividades escolares, processos de formação docente e ações de fortalecimento cultural das próprias comunidades.

Escolas participantes

Atualmente, as ações são desenvolvidas junto ao Colégio Estadual Quilombola Pilar de Goiás, vinculado ao Quilombo Papuã; ao Centro de Ensino em Período Integral Jardim Cascata Educação Quilombola, ligado ao Quilombo Jardim Cascata; e ao Colégio Estadual Quilombola Manoel Libânio da Silva, relacionado ao Quilombo Recantos dos Dourados.

O Quilombo Buracão, localizado em Mineiros, também integra as atividades do projeto. Embora a comunidade ainda não possua uma escola quilombola específica, participa das ações formativas e dos processos de escuta e registro promovidos pela iniciativa.

Curso terá 120 horas de formação continuada

O "Sei Fazer, Sei Ser" prevê ainda a realização de uma formação continuada para educadores, com carga horária de 120 horas. O curso será estruturado em cinco módulos formativos construídos a partir das experiências, trocas e vivências das próprias comunidades quilombolas.

Com início previsto para agosto, a formação será oferecida em modalidade híbrida, combinando atividades remotas, ações assistidas e encontros presenciais.

A proposta é aproximar escola e território, integrando os conteúdos da educação básica aos saberes, tradições, experiências históricas e formas de organização social das comunidades quilombolas.

Parcerias e coordenação

O projeto é coordenado pelo professor Elson Santos Silva, do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos e da Coordenação de Projetos e Captação de Recursos do Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação (CEPAE/UFG).

A iniciativa é desenvolvida em parceria com o Núcleo Interdisciplinar de Direitos Humanos (NDH/UFG), o CEPAE, a Universidade Federal de Goiás, o Ministério da Educação e o Governo Federal.

A Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape) é responsável pela gestão administrativa do projeto. Já o Centro Integrado de Aprendizagem em Rede (CIAR) atua no desenvolvimento da plataforma, produção de materiais pedagógicos, captação de imagens, edição de conteúdos e diagramação instrucional. O Hub Emosciência também colabora com apoio administrativo e estratégico.

Além de pesquisadores da UFG, o projeto reúne docentes, estudantes de pós-graduação e lideranças comunitárias de Goiás, Tocantins, Espírito Santo e Distrito Federal em uma rede colaborativa voltada à valorização da ancestralidade, da memória e dos conhecimentos produzidos nos territórios quilombolas.