UFG acompanha missão do CNDH sobre avanço do neonazismo em Goiás | Direitos Humanos UFG
Banner com fundo verde escuro. À direita, o texto em branco: "MISSÃO DO CNDH. Relatoria de Enfrentamento ao Discurso de Ódio, Extremismo e Neonazismo". À esquerda, três círculos sobrepostos mostram: mãos sujas de tinta colorida; um símbolo de proibido sobre uma suástica; e o logotipo da ONU.

UFG acompanha missão do CNDH sobre avanço do neonazismo em Goiás

Comitiva esteve em Goiânia para mapear casos de discurso de ódio e extremismo; dados vão compor relatório nacional.

#PraTodosVerem: Fotografia de quatro pessoas sentadas lado a lado atrás de uma mesa de debate em um evento. Da esquerda para a direita, há um homem grisalho falando ao microfone, seguido por duas mulheres e outro homem grisalho que leem ou fazem anotações. A mesa está coberta por um tecido com estampas geométricas coloridas e exibe três faixas institucionais penduradas na frente: ATRACAR (à esquerda), CNDH (ao centro, em verde) e MNDH (à direita). Ao fundo, uma parede clara.

O Núcleo de Direitos Humanos da Universidade Federal de Goiás (NDH/UFG) participou, entre 23 e 25 de fevereiro, de ações promovidas por uma missão oficial do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) em Goiânia. A força-tarefa veio à capital para investigar o crescimento do extremismo, do discurso de ódio e da atuação de células neonazistas no estado.

A visita a Goiás integra um projeto nacional iniciado em 2024, que já mapeou cenários semelhantes em Santa Catarina e no Rio de Janeiro. A comitiva, liderada pela presidente do CNDH, Ivana Leal, e pelo relator especial Carlos Nicodemos, dialogou com autoridades e a sociedade civil para entender as particularidades da região.

Durante a agenda oficial, o NDH/UFG esteve presente nas principais discussões e foi representado pela pesquisadora e coordenadora administrativa do Núcleo Bruna Junqueira e pelo assessor especial Pedro Ferreira.

Debates e constatações locais

Na terça-feira (24), no seminário acadêmico realizado na PUC Goiás, especialistas alertaram que o discurso de ódio no estado apresenta características específicas, com forte presença de misoginia, LGBTfobia e intolerância religiosa.

Os pesquisadores destacaram que esse ódio tem sido instrumentalizado como projeto político nas redes sociais. Para combater o problema, apontaram a necessidade urgente de uma rede de apoio integrada, unindo universidades, sistema de Justiça, polícias e sociedade civil.

Denúncias e próximos passos

A missão foi encerrada na quarta-feira (25) com uma audiência pública na Câmara Municipal de Goiânia que teve como objetivo ouvir relatos e denúncias da população e de movimentos sociais. O evento teve apoio de órgãos locais de direitos humanos, como o CEDHIRCOP e a Ouvidoria da Câmara.

Os dados colhidos em Goiás vão embasar o Relatório Nacional de Enfrentamento ao Discurso de Ódio, Extremismo e Neonazismo. O documento final apresentará um diagnóstico do estado e vai propor políticas públicas de proteção aos direitos humanos para os governos estadual e federal.

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