Mestranda em Direitos Humanos da UFG lança podcast para policiais civis | Direitos Humanos UFG
Ilustração de um estúdio de podcast com quatro pessoas (um homem e três mulheres) sentadas à mesa com microfones. Ao fundo, um telão exibe o texto: "SAÚDE INTEGRAL, HUMANIZAÇÃO E CONEXÃO SOCIAL: O POLICIAL CIVIL ALÉM DA FARDA". Na base da mesa, aparecem os logotipos da Polícia Civil do Estado de Sergipe e do Núcleo de Modernização e Inovação Tecnológica e do Núcleo de Atenção à Saúde Biopsicossocial.

Mestranda em Direitos Humanos da UFG lança podcast para policiais civis

Frequência QAP propõe um olhar humanizado sobre os profissionais de segurança pública de Sergipe

O letramento em saúde mental e a valorização do profissional de segurança pública são os focos do Podcast Frequência QAP. A iniciativa, uma realização da Polícia Civil do Estado de Sergipe, é conduzida por Leila Lima Santos, mestranda da Turma Especial do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Direitos Humanos (PPGIDH) da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Com o episódio piloto já disponível no Spotify, o projeto busca criar um espaço informativo para discutir os desafios e as realidades da atuação policial.

O ser humano além do distintivo

O exercício da atividade policial é frequentemente atravessado por estigmas e caricaturas sociais. Segundo Leila, a proposta do podcast é desconstruir essas visões estereotipadas, que costumam colocar o policial em posições antagônicas: ora enxergado apenas como opressor, ora como um herói inabalável, responsável por solucionar todas as crises.

“O objetivo do podcast é lançar um olhar para a pessoa, para sua saúde, para suas necessidades e dificuldades, para que a sociedade também a perceba como um cidadão como outro qualquer e consiga alcançar o profissional além do distintivo”, destaca a mestranda.

Formato e temas abordados

O Frequência QAP foi planejado em formato de temporadas temáticas, com episódios quinzenais que variam de 30 a 45 minutos. A programação promete enfrentar temas sensíveis à categoria, tais como: depressão, ansiedade e Síndrome de Burnout; vitimização policial; e déficit de efetivo e a pressão diária por metas.

Além de pautar o adoecimento, o programa irá focar na prevenção e no bem-estar coletivo, trazendo entrevistas com especialistas de diversas áreas da saúde, como psicólogos, nutricionistas e educadores físicos.

A influência da academia na segurança cidadã

A concepção do projeto teve forte influência da formação acadêmica recebida por Leila na Turma Especial de Mestrado do PPGIDH. Uma parceria estratégica entre a UFG e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) do Governo Federal, voltada à formação de profissionais do sistema de justiça e segurança do país e que busca fortalecer a gestão e a formulação de políticas públicas voltadas à segurança cidadã no Brasil.

Para a idealizadora, a vivência acadêmica foi o grande catalisador para tirar a ideia do papel.

“O mestrado abre a nossa mente para outras vertentes. Conseguimos sair da bolha e olhar de fora o que está acontecendo dentro da corporação e nas outras instituições. Identificamos dores, dificuldades, desejos e vontades semelhantes. Isso nos incentiva a querer algo diferente, uma condição de vida melhor para todos os envolvidos, mostrando os benefícios disso na vida pessoal, profissional e perante a sociedade”, afirma Leila.

Trabalho em equipe

A produção do podcast reflete um esforço integrado dentro da Polícia Civil de Sergipe. Ao lado de Leila, que atua como Oficial Investigadora no Núcleo de Modernização e Inovação Tecnológica (NUMIT), somam forças no projeto as Oficiais Investigadoras Paula Wiltshire Soares Farias e Lilian Gabrielle Santos da Silva, ambas lotadas no Núcleo de Atenção à Saúde Biopsicossocial (NAPSS). Paula é psicóloga e Lilian é nutricionista, ambas realizam atendimentos aos(às) policiais civis e desenvolvem ações voltadas à saúde física e mental da corporação.

Serviço

  • Podcast: Frequência QAP
  • Onde ouvir: Plataforma Spotify
  • Apresentação e Produção: Leila Lima Santos, Paula Wiltshire Soares Farias e Lilian Gabrielle Santos da Silva.
  • Realização Institucional: Núcleo de Modernização e Inovação Tecnológica (NUMIT) e Núcleo de Atenção à Saúde Biopsicossocial (NAPSS) da Polícia Civil do Estado de Sergipe.

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